Apesar de queda brusca, gestão do Cruzeiro considera folha suficiente para brigar pelo acesso em 2022

Equipe que faz a transição entende que números para próximo ano são compatíveis – e até superiores – àqueles que praticados por times que conseguiram o acesso em anos passados

A ordem de cortar gastos no Cruzeiro é clara e vem passando do papel à ação pela equipe de Ronaldo. Todos os setores do departamento de futebol serão impactados, mas a diferença mais gritante será relacionada à folha salarial do profissional. Será a menor, em três anos de Série B. Uma decisão calculada.

A equipe delegada por Ronaldo para analisar os contratos e as contas do Cruzeiro apontou, logo de cara, que a folha da equipe principal estava fora do padrão financeiro atual. Vai ser reduzida em mais da metade, se comparada com a de 2021.

A expectativa é de que os vencimentos mensais fiquem em torno de R$ 1,5 e R$ 2 milhões. Para se ter ideia, Alexandre Mattos, que estava como diretor de futebol, revelou que o planejamento antes da venda das ações da SAF era ter uma folha de R$ 4,5 milhões.

Apesar da queda no valor, a equipe que cuida da transição na gestão cruzeirense entende que o atual planejamento é suficiente para buscar o acesso, levando em consideração o que foi praticado nos últimos anos da Série B. O corte foi brusco, mas com um projeto que priorizará, claro, o acesso.

O que passa ser ainda mais necessário é o índice de acerto do Cruzeiro na busca por reforços no mercado. A política, diante do aspecto financeiro, é de erro “praticamente zero”. Bem diferente do que ocorreu nos dois últimos anos.

Até em função disso, será feita a montagem de um departamento de futebol completamente integrado, com proximidade entre figuras de todos os setores e participação importante da análise de mercado. Fatores que explicam também as mudanças no comando técnico e na diretoria, além puramente do que diz respeito ao financeiro.

Em função da redução na folha salarial e da necessidade do aproveitamento da base, o Cruzeiro também irá trabalhar com um elenco reduzido. A tendência é de um grupo formado por 28 – no máximo, 30 – atletas. A última temporada se encerrou com 34 jogadores no plantel.

Fonte: ge.globo.com

 

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