Hasta la vista! Diego Costa deixa o Atlético-MG com um gol a cada 205 minutos, mas sem jogo completo

Foram 19 partidas realizadas num universo total de 29 jogos possíveis; Diego Costa irá rescindir o contrato que iria até o fim de 2022 para ficar (outra vez) livre no mercado

Não foi a passagem que se esperava, ainda que tenha sido vitoriosa. A trajetória de Diego Costa no Atlético-MG será finalizada oficialmente em breve com a assinatura e publicação da rescisão do contrato de trabalho. O camisa 19 se despede do Galo com um gol a cada 205 minutos em campo, na média. Foram cinco no total, entre 29 de agosto e 12 de dezembro.

Neste período, para combinar com a numeração da camisa, Diego Costa fez 19 partidas pelo Galo, sendo sete como reserva, e outras 12 aparições como titular. No total, foram 1.023 minutos em campo, com os cinco gols. Condensando a “minutagem” em partidas de 90 minutos, a soma dará 11,3 jogos integrais.

Na prática, entretanto, o centroavante naturalizado espanhol não conseguiu ficar nenhuma partida de forma completa em campo. Ou entrou no intervalo/segundo tempo, ou foi substituído por outro atacante. O máximo de tempo em ação do jogador foi diante do Grêmio, na partida atrasada da 19ª rodada do Brasileiro 2021. Foram 94 minutos em campo, em 99 disponíveis. Sacado por Cuca já nos acréscimos da etapa final.

A estreia de Diego Costa não poderia ter sido mais animadora. Entrou e fez o gol do empate contra o Bragantino, na reta final do primeiro turno do Brasileiro. Naquela altura, o Atlético era líder da competição, com seis pontos de vantagem para o vice Palmeiras. Acabaria campeão. Além dos cinco gols, Diego ainda participou diretamente de outros dois, com assistências.

A despedida, que naquela altura não se tinha certeza, foi na ida da final da Copa do Brasil em 12 de dezembro, com o Atlético já campeão do Brasileirão. Saiu lesionado na coxa aos 12 minutos. Ao deixar o gramado, direto para o vestiário, deu um “tchauzinho” em direção à torcida. Antes, no jogo da festa, contra o mesmo Bragantino da estreia, Diego Costa deu a pista que não continuaria. Colocou sua permanência em xeque em entrevista à Rádio 98 FM.

Da estreia de Diego Costa na temporada até o último jogo do Galo em 2021 (contra o Athletico-PR na Arena da Baixada), o Atlético fez 28 partidas. Diego foi presente em 67,8% delas. Assiduidade parcialmente comprometida por três momentos de lesões.

Primeiro, sentiu a coxa contra o Palmeiras, no segundo tempo no Allianz Parque, pela ida da semifinal da Libertadores. Foi para o DM e perdeu quatro jogos seguidos (São Paulo, Palmeiras, Internacional e Chapecoense). Voltou aos poucos, fez duas partidas consecutivas (Ceará, com gol, e Santos, sacado no intervalo). Cuca alertou, naquela altura, do risco de lesão do atacante.

Ele se ausentou de mais duas partidas seguidas (Atlético-GO e Fortaleza). Conseguiu uma boa sequência de partidas, entre Cuiabá e o Fluminense, quando forçou o terceiro cartão amarelo e não viajou para Salvador, no jogo que o Galo venceu o Bahia e se sagrou campeão brasileiro. Uma terceira lesão o impediu de estar de chuteiras e em campo na partida do troféu da Copa do Brasil.

Já em Madri, treinando à parte, e à espera da sua rescisão no BID, Diego Costa conseguiu colocar mais dois títulos nacionais no currículo, será uma boa economia na folha salarial do Atlético, que já contratou alguém para o seu lugar: Fábio Gomes.

Fonte: ge.globo.com

 

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