Tecnologia aliada na Libertadores: América-MG utiliza imagens em tempo real e telão no vestiário

Nesta terça-feira, clube enfrenta o Barcelona de Guayaquil no jogo de volta da terceira fase da competição internacional; analista de desempenho explica método usado pela comissão

Você provavelmente já viu os auxiliares do América-MG durante uma partida com um tablete nas mãos mostrando imagens para o técnico Marquinhos Santos. Mas você sabe o que isso significa? São imagens em tempo real da partida e uma tecnologia usada para ajudar no desempenho dos jogadores. O ge conversou com Maickel Bach Padilha, coordenador de análise de desempenho do clube, que explica como tem sido a utilização dessas e outras tecnologias na Libertadores.

– É algo que o clube oferece para dar esse suporte ao treinador, seja no pré-jogo, alguma imagem especifica para passar no intervalo, que colocamos no telão no vestiário. Ficamos em contato direto com o auxiliar que está lá em baixo, compartilhando as informações. Ele seleciona e o treinador dá um feedback coletiva ou individual – explica o coordenador.

A tecnologia existe no clube desde 2019, mas depende de cada treinador utilizar ou não. O coordenador de análise de desempenho diz que o técnico Marquinhos Santos é um adepto da tecnologia. Esta semana, o técnico do Flamengo, Paulo Souza, solicitou ao Flamengo esse mesmo investimento na análise de desempenho.

As câmeras, os telões e a comunicação em tempo real entre a comissão e o técnico Marquinhos Santos são utilizados em todos os jogos do clube. Nesta terça-feira, na partida de volta contra o Barcelona de Guayaquil, no Equador, mais uma vez, Maickel Bach estará no banco. Ele explica que as regras da competição internacional são diferentes.

– Marquinhos vem pedindo para eu ficar no banco nos jogos da Libertadores, porque nos jogos da Libertadores são permitidas oito pessoas. Nos jogos nacionais, seis pessoas. Eu e Edson ficamos em contato com quem está lá em cima, normalmente é o Diogo Giacomini, auxiliar técnico, e o João Pedro, que é o outro analista de desempenho. Após separar as imagens, nós vamos trocando ideia. Eles mandam ou eu peço as imagens. Eu já vejo ali no tablete e mostro para o Marquinhos – explica Maickel.

– A compreensão do que está acontecendo no jogo facilita para o atleta. Quando você mostra a imagem, eu realmente estou com espaço, ou eu preciso estar mais aberto, mais longe, você dá uma confiança mais assertiva para o jogador saber o que ele está fazendo. É uma ferramenta de reflexão. Eles vão se observar e pensar se poderiam ter saído antes, depois, tocado a bola antes, ter um ajuste corporal melhor – conclui.

Por ge.globo.com

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